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Estética e Emoções turma PAE90T01

Apresentação

As emoções são nucleares na definição do comportamento humano, na construção da identidade e no ato das decisões. Permitem filtraras aprendizagens e memórias do sujeito. Se durante algum tempo foi defendido que as atividades pedagógicas em museus deveriam constituir-se como uma transmissão intelectual e lógica do conhecimento, nas exigências do mundo atual percebe-se que as emoções são fundamentais para que o sujeito se aproprie da realidade que o envolve. Assim, exige-se que os museus e instituições culturais atendam às necessidades individuais dos visitantes e que com eles se relacionem de forma mais emotiva, desbravando estratégias que convoquem as emoções como potenciadoras de aprendizagens. A experiência estética desenha-se, assim, num novo formato: é através do sentir que se despertam as respostas emocionais que constroem as narrativas sobre as obras de arte. O Museu Nacional de Arte Antiga caracteriza-se pela excecional relevância das coleções que apresenta, conserva e preserva. Constitui-se como uma ferramenta essencial a uma leitura transversal da história da cultura e das mentalidades, sobretudo europeias, proporcionando ainda uma narração identitária da história de Portugal e da sua projeção no mundo. Neste sentido, e atendendo à enorme afluência das escolas ao MNAA, cumpre-nos dar a conhecer as coleções do museu ao público docente, nomeadamente preparando-os para a temática da Estética e Emoções, dotando-o de conhecimento e competências de exploração das obras, de forma a poder desenvolver autonomamente visitas ao museu e/ou exploração das mesmas em contexto de sala de aula.

Destinatários

Professores dos Grupos 240 e 600

Releva

Para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 8.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Professores dos Grupos 240 e 600. Mais se certifica que, para os efeitos previstos no artigo 9.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores (dimensão científica e pedagógica), a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Professores dos Grupos 240 e 600.

Objetivos

→ Desenvolver a sensibilidade estética; → Valorizar a obra de arte como fonte de conhecimento; → Ensinar a ver, conhecer e compreender a linguagem visual; → Desenvolver a criatividade e espírito crítico; → Adquirir conhecimentos transdisciplinares. → Promover estratégias de interligação entre o Conhecimento e a Arte; → Dinamizar novas abordagens aos conteúdos dos programas oficiais; → Articular conhecimentos e novas estratégias de ensino/aprendizagem; → Implementar estratégias de Educação pela Arte nas suas múltiplas dimensões; → Valorizar o papel do conhecimento científico e da Arte/História/Ciência como elemento agregador do saber individual e colectivo. → Potenciar o conhecimento do património junto de professores e alunos;

Conteúdos

1.O Museu como espaço de liberdade e questionamento: problematizar um mundo em mudança →A didática no Museu. →O Museu como espaço de Aprendizagem e Conhecimento em Contexto. →A origem dos museus, do MNAA e da formação das suas colecções. →A Educação no espaço do Museu e as perspectivas múltiplas de oportunidades de aprendizagem pela descoberta. →A criatividade como fusão de fatores. →A multiplicidade de perspetivas passíveis de ser construídas sobre uma obra de arte. →O carácter intemporal da obra de arte versus a sua potencialidade em suscitar o questionamento sobre o mundo atual. 2.A Estética →Conceito e implicações. →Valores estéticos. →A experiência estética. →O juízo estético: a sensibilidade pessoal e o dado cultural. →A contemplação estética e o seu carácter dialético. →Arte como encomenda vs arte como catarse. →Arte e função social. Principais obras em destaque/análise: •Torso, séc. I •Custódia de Belém. Gil Vicente, 1506 •Neve. Gustave Courbet, séc. XIX 3.Descobrir a obra de arte pela emoção →As obras de arte como desbloqueadoras de uma multiplicidade de emoções no ser humano, que assim introduzem a descoberta estética e a construção de narrativas. →O impacto da aprendizagem estética e emotiva no sujeito visitante. →Explorar o papel das emoções na educação em museus. Principais obras em destaque/análise: •Tríptico das Tentações de Santo Antão. Jheronymus Bosch, c. 1500 •Inferno. Mestre português desconhecido, c. 1510-1520 4.O espanto, o maravilhamento e a empatia na experiência estética em museu →O espanto como início de questionamento filosófico que mergulha o visitante numa experiência estética e reflexiva de imersão. →O despertar das emoções como elemento fundamental de aprendizagem e de relacionamento entre o visitante do museu e as suas obras. →As obras de arte como desbloqueadoras de uma multiplicidade de emoções no ser humano, que assim introduzem a descoberta estética e a construção de narrativas. Principais obras em destaque/análise: •São Jerónimo. Albrecht Dürer, 1521 •Danaide. Auguste Rodin, 1893 5.O papel das emoções na mediação museológica e na aprendizagem →O ato de decidir como o resultado do correlato entre racionalidade e emotividade. →Explorar a possibilidade de a relação entre o homem e a arte conduzir a transformações no mundo atual e, sobretudo, no sujeito individual. Principais obras em destaque/análise: •Painéis de São Vicente. Nuno Gonçalves, c. 1470 •Salomé com a Cabeça de São João Batista. Lucas Cranach, o Velho c. 1510

Metodologias

Com base em metodologias construtivas, ativas e dialéticas, suscitar a aprendizagem histórica das coleções do Museu Nacional de Arte Antiga, salientando a sua leitura interdisciplinar. Despertar para a consciência das implicações de determinadas obras de arte na transformação de mentalidades, de sociedades e, assim, talvez do mundo. Revelar a intemporalidade da obra de arte e o seu permanente poder.

Avaliação

Os formandos serão avaliados com base em princípios da avaliação contínua: → participação ativa nas sessões; → produção de trabalhos; → espírito crítico; → apresentação de trabalhos no decurso das sessões. Os formandos serão classificados numa escala de 1 a 10, conforme indicado no Despacho n.º 4595/2015, de 6 de maio, respeitando todos os dispositivos legais da avaliação contínua, de acordo com os seguintes critérios: Participação/Contribuição: 40%; Trabalho de aplicaçãode Conteúdos (Projeto e reflexão crítica): 60%

Modelo

A ação será avaliada pelos formandos através do preenchimento de um questionário on-line.

Bibliografia

BACON Francis, Lógica da Sensação, Orfeu Negro, Lisboa 2011BURNHAM, Rika, KAI-KEE, Elliott, Teaching in Art Museum, Interpretation as Experience, Getty Publications, 2011DEWEY John, Art as na experience, Perigee, USA 2005CHAGAS, Mário, “Novos Rumos da Museologia” in Cadernos de Museologia nº2, U.L.H.THUDSON, Kenneth, Museums of Influence, Cambridge University Press, 1987

Observações

A turma será constituída por 15 formandos.

Formador

Irina Alexandra Matias Duarte

Cronograma

Sessão Data Horário Duração Tipo de sessão
1 23-02-2026 (Segunda-feira) 18:00 - 20:30 2:30 Online assíncrona
2 25-02-2026 (Quarta-feira) 18:00 - 20:30 2:30 Online assíncrona
3 02-03-2026 (Segunda-feira) 18:00 - 20:30 2:30 Online assíncrona
4 04-03-2026 (Quarta-feira) 18:00 - 20:30 2:30 Online assíncrona
5 07-03-2026 (Sábado) 10:00 - 13:00 3:00 Presencial
6 07-03-2026 (Sábado) 14:00 - 16:00 2:00 Presencial
7 14-03-2026 (Sábado) 10:00 - 13:00 3:00 Presencial
8 14-03-2026 (Sábado) 14:00 - 16:00 2:00 Presencial
9 21-03-2026 (Sábado) 10:00 - 13:00 3:00 Presencial
10 21-03-2026 (Sábado) 14:00 - 16:00 2:00 Presencial
Início: 23-02-2026
Fim: 21-03-2026
Acreditação: CCPFC/ACC-138156/26
Modalidade: Curso
Pessoal: Docente
Regime: b-learning
Duração: 25 h
Local: em regime b-Learning/Museu Abade de Baçal

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